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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Encontro em Araruama na estréia do casal Dulce e Vicente

Dulce e Vicente no retorno da estréia do seu caiaque à vela da Hidroglass Rio


Uma festa, o Encontro Vela Pop com caiaques à vela em Araruama. Era a estréia do casal Dulce e Vicente, que adquiriram um modelo biposto da Hidroglass Rio. Eles retornaram da velejada felizes com a experiência e curtindo o novo brinquedo da família!

Presenças importantes, além do casal e família ampliada, que foram anfitriões de primeira! Caso raro atualmente de educação, fineza, simpatia e civilidade!



Alex Sandro e família, que vieram de Campos RJ para um "teste-drive" no caiaques da Hidroglass Rio; Niko e família, do CPCRJ Pescaiaqueiros; Pinon com o seu Kayaker monocasco; Mauro Pessanha com Windyak; Genilson acompanhado de sua Luiza e do cunhado Haroldo; Nívea e Danilo Veleirok.

No período matutino, ventos moderados, céu nublado e beleza de cenário da Lagoa de Araruama. Nívea, Mauro, Pinon e Niko (que estava com o caiaque do Eddy) foram os primeiros a curtirem a velejada. Todos velejaram na manhã.

Niko e Mauro Pessanha
Pinon experimentando caiaque do Niko




Às 13 horas paramos para curtir o convite de Dulce e Vicente, que ofereceram a todos um almoço em sua linda residência. Momentos bons de boa comida, bebida e principalmente de conhecer a simpática família do casal.

Almoço com direito a água de côco e picolé como sobremesa.


Após o almoço retornamos a Lagoa, mas o clima já era outro. Fortes ventos do quadrante Oeste, encarneiravam a Lagoa. Medi o vento com 2 anemômetros que, em área semi abrigada, apontavam rajadas de mais de 15 nós. Acredito, que no meio da Lagoa, os ventos passavam de 20 nós nas rajadas.

Pinon e Niko na área da salvatagem
Genilson, Niko e Pinon na área da salvatagem


Uma velejadora de windsurf, uma senhora francesa, tentava retornar ao Clube Náutico Araruama, mas não conseguiu e foi empurrada pelos ventos. Niko embarcou em seu caiaque e foi ao encalço da velejadora para realizar uma salvatagem. O Pinon, que me acompanhou na medição com os anemõmetros, também entrou o caiaque e foi se juntar ao Niko, o mesmo o Genilson após trocar rapidamente para uma vela de menor área. Só viemos a saber que era uma senhora francesa quando ela chegou a praia, mas felizmente portava colete salva vidas, o que foi importante para o apoios de Niko, Pinon e Genilson.

Niko com o filho no caiaque usado na salvatagem em momento de descontração 


O caiaque do Pinon, também sofreu avarias e o conjunto mastro estaiamento não aguentou a força do vento. Ele voltou no remo! O Pinon tem sido a revelação como velejador!

Pinon mostrando a origem do problema com o mastro.  O caiaque simples do Genilson também sofreu uma avaria no iako


Após o episódio, o Genilson continuou velejando e eu experimentei na prática o sistema de rizo da Vela VK, que funcionou, permitindo que eu velejasse na orça, sem realizar escora em vento forte. O formato triangular desta Vela VK que estou usando, no rizo, ficou com a valuma com um formato estranho, mas permitiu a orça na velejada e retornei facilmente ao local em que estávamos.    O Genilson deu um show ao velejar com uma vela de menor área e escorando com facilidade o modelo duplo.

Genilson em ventos fortes


No final do dia, ainda fomos brindados na praia com sanduiches e sucos, oferecidos pelos anfitriões  Dulce e Vicente! Isto é que é mordomia!

Sentimos a falta das presenças de Karla e Marcelo Maia!



Eu agradeço ao Paulo César da Pau Brasil Barcos, que me hospedou em Araruama e como sempre, nos presenteou com a sua companhia e, um anemômetro. Muito obrigado, amigão!

Mais um dia inesquecível da Vela Popular!




domingo, 23 de setembro de 2012

Protótipo do novo sistema de rizo da Vela VK

Eu não estava satisfeito com o sistema de rizo que tinha adotado para  a Vela VK.  O processo de diminuir a área vélica era o de enrolar a testa da vela no mastro. Este sistema não estava funcionando bem e a forma da vela ficava horrível, como podemos perceber em imagens de fotos e filmes.

Mas, diminuir área vélica é um questão básica de segurança.

Foi preciso colocar a cuca a funcionar e finalmente a criatividade aflorou ... Houve a necessidade de mudar paradigmas e finalmente, criamos um sistema de rizo inédito, mas, que só foi possível devido a característica da Vela VK ser asa, bilaminar e flexível.

O novo sistema de rizo é simples, mas difícil de ser explicado por palavras. O filme a seguir explica com imagens todo o processo. Já preparei 3 velas VK para o novo sistema, espero não ter surpresas desagradáveis na hora da verdade!


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Comentários técnicos do cruzeiro a Ilha Grande

Complementando a publicação Travessia Continente a Ilha Grande em caiaques a vela.

Eu e Nívea chegamos a Angra dos Reis na sexta-feira, véspera da nossa partida. Fomos conhecer Camorim, o local escolhido para a saída. O que presenciamos não é o habitual na região. Uma lestada de uns 15 a 17 nós com muitos carneirinhos no mar. Mas, vento que era favorável para o nosso percurso.

Nivea em Camorim no dia anterior. A praia e uma enseada protegida da forte lestada deste dia
Devido a lestada, eu e Genilson programamos a nossa saída para bem cedo, pois o planejado era pegar esta lestada já com meio caminho velejado. Mas, tal vento não se repetiu e remamos muito...

A remada e os caiaques
Quem conhece o Genilson, sabe que ele é um atleta senior e eu um pós senior, gordo e sedentário. O Genilson remava com muita tranquilidade e tinha a paciência de me aguardar. O Veleirok é muito leve e adequado para a remada, desde as suas origens. Consegui remar facilmente ... Toda a versatilidade dos caiaques á vela foi apreciada nesta jornada!

Genilson remando o caiaque a vela duplo da Hidroglass Rio, ainda proximo a Camorim e a uma linda ilha
Condicionantes técnicos da velejada
A Região de Angra dos Reis é conhecida por nao ser pródiga em ventos, o que favorece os caiaques à vela, que velejam em ventos fortes, mas, começam a se movimentar com leves brisas.  O nosso objetivo era no sentido sudoeste na agulha do compasso náutico, mas, foi desta direção, que começou a soprar o vento no entorno do meio-dia. E, para completar, a maré trazia uma correnteza contrária ao nosso destino. As previsões de ventos na região eram de vento leste, com uma chegada de uma moderada frente fria a partir de meia noite. As previsões não são ainda plenamente confiáveis...


Geografia da região e o nosso percurso.  
Performances na velejada
O vento sudoeste chegou fraco, a correnteza era contra e o mar estava com ondas picadas (curtas e constantes). O Genilson pesa cerca de 60 kg e o seu caiaque modelo duplo da Hidroglass Rio é adequado para mais de 200 kg. Eu peso 110 kg e o Veleirok é um caiaque oceano touring adequado para remadores com até 80 kg. Em lagoas, a diferença de performance não é acentuada, mas, em mar picado, o meu peso fazia toda a diferença e na orça fechada (contra vento), o mar picado freava o Veleirok e para conseguir mais potência eu precisei arribar para manter velocidade, o que com a correnteza nos obrigou a aportar na Ilha Grande, na praia Longa.
Bem, desde o inicio do desenvolvimento do Veleirok, a observação dos amigos era de que o caiaque não flutuaria comigo. Então, conseguir realizar essa travessia, para mim era uma significativa proeza.
Eu sugeri ao Genilson, que trocássemos de caiaques, mas, devido a segurança, ele não aceitou, pensou que eu não conseguiria embarcar em seu caiaque. Esqueceu, de que eu consegui reembarcar a noite no Veleirok em Guarapari, após uma virada. Veja o relato aqui!
Nota 10 para o caiaque do Genilson, nota 10 para o Veleirok, nota 10 para o Genilson e nota 5 para mim, apenas pela coragem!
É muito seguro e prazeroso velejar em caiaques à vela!

Genilson velejando na travessia e amostra de como estava o mar

Danilo arribando para manter a velocidade do caiaque no mar picado

 Conclusão
O gostinho de aventura ficou e fomos mordidos pelo vírus de novas aventuras. Aguardem!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Experiência ao capotar um Hobie Tandem

Quem acompanha o blog, sabe que eu capotei duas vezes com o Veleiro K.
Eu não tenho imagens das capotagens, mas o Veleiro K não ficou com o mastro e vela apontando para o fundo.
A simples providência de velejar, portando no alto do mastro bóias infantis de braço, que custam em torno de R$5,00 o par, proporcionam resolver este acidente com muita facilidade.

Links para os posts das capotagens com o Veleiro K: 1ª; 2ª.

Quanto a capotagem do Hobie Tandem, veja o vídeo, é bom sempre analisar o que ocorreu e mentalizar a técnica adotada.
Após adotar a Vela VK triangular e utilizar as bóias de braço no topo do mastro, velejo tranquilo em qualquer força de vento.

 



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Em Guarapari, a 1ª virada do Veleiro K

Velejando desde 2007 no Veleiro K, estava invicto em viradas, até que...
Velejando em solitário na Praia do Morro, usando como equipamento a cadeira de plástico, a vela VK sem costuras e a nova bolina, virei com o Veleiro K.

A cadeira de plástico muda o centro de gravidade do barco e eu estava em processo de adaptação ao novo equilíbrio.

Veleiro K - Configuração do dia da virada


Eu saí da área da Escola de Vela, a guarderia na Praia do Morro em Guarapari ES, a maré grande de lua cheia era vazante e estava com toda a sua potência empurrando para alto mar. Passei perto de 2 pessoas que remavam "Stand-up" sem coletes salva vidas. Eles me perguntaram se o barco tinha sido feito por mim, eu respondi e pedi que não remassem sem portar coletes, principalmente naquelas condições de mar, pareciam uma dupla de pai e filho, o garoto parecia ter em torno de 14 anos.

Me afastei da dupla e cambei em direção ao alto mar. O vento estava médio, mas com muitas rajadas, provenientes das montanhas que cercam Guarapari. Para experimentar a orça oferecida pela Vela VK em conjunto com a nova bolina que desenvolvi, coloquei a bolina na vertical e começava a aferir o ângulo de orça, quando repentinamente o Veleiro K começou a adernar e mesmo largando a escota, não teve jeito, virou e me vi dentro d'água. 

Um momento para alguns esclarecimentos: Eu portava colete salva vidas, tinha todos os componentes do barco amarrados; levava 2 âncoras, com cabos suficientes. Eu na minha juventude fui atleta de polo aquático. Durante muitos anos velejei em regatas com Snipe, nos ventos fortes de Vitória ES e nunca virei. Participei em muitas comissões de regatas e salvatagem. Inúmeros resgates de barcos virados e capotados, ajudei a recuperar em vários campeonatos, mas nunca tinha acontecido comigo.

Na água e avaliando a situação, agradeci a sábia decisão que tomei, de colocar as 2 bóias infantis de braço no topo do mastro. As bóias garantiram a flutuação do mastro, o que é decisivo nesta hora, pois tudo ficaria mais complicado se o barco capotasse.

Veleiro K - Detalhe das bóias de braço que garantiram a flutabilidade do mastro.  Útil também  como sinalizador .


O Veleiro K estava com a ama (flutuador) de boreste afundada, o casco na superfície e a ama de bombordo no alto.  Rodeei o barco e tentei desvirar me apoiando na bolina, o barco não respondeu. Logo percebi, que podia ficar com os pés apoiados na ama de boreste, me apoiei com as mãos nos iakos (barras que seguram as amas) de bombordo e com facilidade desvirei o Veleiro K. 

A 1ª fase estava resolvida, mas, como reentrar num caiaque oceânico de "cockpit" fechado? Eu sou um velejador de 61 anos de idade, baixo, gordo (117kg), sedentário ... Será que conseguiria?

Para a minha surpresa, consegui reentrar no caiaque na primeira tentativa. Me apoiei na ama com os pés e joguei meu corpo no "cockpit". Como o "cockpit" estava inundado, a linha d'água estava baixa, o que facilitou a reentrada. Mas, o barco estava instável e virou novamente.

Repeti todos os procedimento anteriores e consegui sucesso. Pequei a bomba de esgotar água e praticamente esgotei todo o  "cockpit"  em poucos minutos.

A retranca estava fora do lugar, pois a boca de lobo tinha escapado da posição. Com a retranca no lugar, reparei que os dois moitões de passagem da escota tinham soltado da retranca. Mas, segurando a retranca com as mãos eu mareava a vela e seguia com a proa apontada para a Escola de Vela.

Fazendo uma inspeção geral, notei surpreso, que a ama de boreste estava com a proa solta, fora do eixo que é  preso ao "iako" por uma porca borboleta.  Daí, passei a ter a dúvida, será que virei devido a isto? Não entendi, como aquela borboleta poderia ter saído na virada. O Veleiro K ficou estacionado na guarderia por uma semana, enquanto eu estava em Vitória e alguém poderia ter surrupiado a porca ou afrouxado ... Permaneço com a dúvida ...

Sem a ama de boreste não conseguiria chegar ao objetivo na Escola de Vela, cambei em roda e mareado a boreste, apoiado na ama de bombordo, me dirigi ao meio da Praia do Morro, num través onde cheguei rapidamente.


Sol nascente próximo ao local da virada do Veleiro K


Conclusões:
Eu estou me preparando para aventuras exploratórias em águas abrigadas brasileiras. Pretendo por exemplo explorar e divulgar a imensa Lagoa Feia no RJ. O mais provável é que isto aconteça em solitário. Eu necessito ser mais arrojado, com riscos sempre calculados.

Quando saio para velejar, sei que existe o risco de virar. Preparo minha mente para ocorrências de risco.

O Veleiro K foi a embarcação mais fácil de desvirar que já conheci. Já tive experiências até com Optimists virados e o K foi mais fácil. 

O Genilson da Hidroglass Rio está de parabéns, tanto as amas, como o leme não tiveram problemas.

A Vela VK, foi excelente! Não atrapalhou  em nada no processo.

Veleiro K, altaneiro, estacionado entre um Snipe e um Dingue.


Rumo as aventuras 2012!
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