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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Velejando e aprendendo! Ilha da Madeira à ilha dos Martins


No sábado 23 de agosto de 2014 velejadores da Flotilha Vela Pop RJ realizaram uma travessia da ilha da Madeira à ilha dos Martins.

O evento proporcionou curtições de congraçamento entre os velejadores e familiares, além de desafios técnicos  em cenário de natureza esplendorosa mesmo com a intervenção humana.

Compareceram ao evento Dora e Nei (amigo do Pinon) com seu caiaque a remo e motor elétrico, que foi fundamental para nos safarmos da correnteza contra em um determinado momento;  Rai e Pinon; Luiza e Genilson; Fernando e namorada.

Os familiares seguiram via "táxi-boat" para aproveitar o paraíso! Esta talvez seja a característica que nos faz repetir esta aventura.

Desafios técnicos da travessia:
Nei e Pinon quando eu cheguei a ilha da Madeira já estavam nos finalmente da montagem e partiram aproveitando a maré que estava no estofo da vazante e o vento terral que era favorável ao objetivo;

Eu com a minha lentidão na montagem tive a companhia sempre solícita e prestimosa do Genilson Andrade e partimos momento depois, quando a maré já era de enchente e logo após o vento rondou para sul, o que prenunciava vento contra até a Ilha dos Martins;

Senti no semblante dos companheiros um espanto quando declarei que velejaria sem a bolina. Foi o que fiz! O Genilson ficou mudo, mas deixava transparecer que eu iria estragar o passeio!

A Nívea sempre veleja sem a ação da bolina. Na lagoa de Maricá, devido a profundidade, tenho pouco usado a bolina e percebi que esta faz pouca ou nenhuma diferença e é um peso a mais que preciso transportar e que ajuda a gerar um spray que inunda o "cockpit" do Veleirok.  Bem, não aconselho aos demais velejadores a abandonarem as bolinas, esta é uma característica do Veleirok, cujo casco é perfeito para remar e foi projetado para sempre seguir a vante em linha reta. As amas também contribuem para manter a orça e o barco foi perfeito no contravento;

O design do Veleirok, por decorrência, dificulta a manobra de mudança de bordo (cambar). Devido ao meu peso e a pequena área vélica que uso (3 m²), cambar sempre diminui a velocidade e a retomada da velocidade de cruzeiro é lenta. Superando a minha aversão ao uso de remo nas velejadas, resolvi ajudar com o remo nas cambadas e gostei do resultado. Tudo tem aspectos positivos e negativos. Para isto precisamos ter a nossa mente aberta como paraquedas!;

Nesta velejada inaugurei o sistema de rizar e enrolar a vela no mastro, pode ser visto nas imagens, mas é um projeto em desenvolvimento que merecerá em breve uma publicação especialmente dedicada ao assunto. A vela que utilizei era uma surrada Vela VK triangular que está servindo para testar o sistema;

O Genilson Andrade inaugurou mais uma de suas excelentes velas taladas. Está ficando um mestre em veleria. Os caiaques da Hidroglass Rio ficam melhores a cada dia e ele sempre evoluindo nas velejadas. Estou sabendo de segredos de novidades que estão em desenvolvimento e estarão no mercado em futuro próximo. Aguardem!

Se atentarmos ao mapa, verificaremos que a escolha de seguir pelo canal entre a ilha dos Martins e uma pequena ilhota que lá está é uma mazanzada da flotilha. Com vento e correntes contra este canal é uma armadilha. Na saída do canal a corrente era tão forte, que a vela e remando, não conseguia avançar. O Nei com o seu caiaque a motor elétrico e remos me ajudou com reboque por um pequeno trecho que era radical. Agradeço ao Nei, pois o meu inexistente preparo físico já tinha ido para o brejo...
Na próxima ida a Ilha dos Martins, com vento contra, a escolha será o canal maior, formado com a ilha de Itacuruçá. Não digo nem sob tortura quem propôs o rumo adotado!

Sentimos muito a falta das presenças de Karla, Marcelo Maia, Mauro Pessanha, Ivan, Nery e Nívea, que estava em Vitória ES. Que o destino nos reserve outras aventuras destas!



















quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Com Nívea, a Intrépida, em percurso com vento forte

Por um longo tempo me rendi a preguiça de atualizar o blog e registrar apenas nas redes sociais, abandonando as publicações deste blog. Não que inexistam  fatos e eventos que merecessem divulgação, muito pelo contrário, ocorreram fatos relevantes para a Vela Pop, registrados apenas no Facebook e no Youtube. Mas, o Facebook tem um grande defeito, os históricos se perdem no tempo.

Na minha longa jornada como velejador, uma característica sempre me chamou a atenção. Um velejador precisa saber administrar o tempo dedicado a atividade, sem prejudicar o relacionamento com a família, principalmente  com a sua companheira. Isto é sempre um ponto delicado e certamente um dos empecilhos a disseminação da cultura vélica.

Eu sou um homem de sorte! A Nívea, sempre foi companheira em todas as atividades, mas se abstraia de participar nas velejadas. Até, que há 3 anos, sem a minha intervenção e orientação, resolveu velejar nos caiaques à vela. Ainda bem que eu dispunha de 2 caiaques. A Nívea não gosta de teorias e como eu me manquei, nunca tentei dar qualquer orientação técnica. Os amigos, nas velejadas, sempre procuraram orientá-la. 

Um dica: Eu desconheço mulheres velejadoras que não formem um casal feliz com outro velejador. Mesmo que não seja o primeiro velejador com que tenha se relacionado.  



Na sexta-feira, dia  7/02/2014, programamos um percurso em dupla, cada um em seu caiaque de ida e volta ao Quiosque do Hotel Jangada. Tentamos sair da Praia das Amendoeiras o mais cedo possível, mas só conseguimos às 10:30 hs, pois sabíamos que a forte lestada que açoitou a laguna no dia anterior iria se repetir. Eu documentei em imagens o registro das velocidades do vento e rajadas no anemômetro. Ventos de 16 a 20 mph com rajadas que em uma oportunidade bateu a 30 mph.



A ida foi tranquila, no contravento inicial tive melhor desempenho que a Nívea, mas quando rumamos no través buscando a derrota traçada, ela me dispensou e não consegui acompanhá-la de perto. A diferença de peso é mais importante que qualquer conhecimento técnico, quanto a velocidade da embarcação.










Na chegada ao Quiosque do Hotel Jangada, tivemos dificuldades na aproximação devido ao colar de algas que impedia a passagem. Finalmente descobri um espaço e conseguimos chegar ao objetivo.

O forte calor do verão de 2014 facilitou a disseminação de algas em toda a orla da lagoa de Maricá, algo que também aconteceu em todo o litoral do sudeste e sul do Brasil e registrado por imagens de satélite.

 No quiosque, uma decepção, pedi uma cerveja e esta veio simplesmente quente. Um local sem administração, o que nos deixou com saudades do quiosque do Carlão!









No retorno, contornamos com mais facilidade o colar de algas pela face norte e rumamos a Praia das Amendoeiras. A região do Quiosque do Hotel Jangada é protegida do vento leste, logo que saimos desta região percebemos a velocidade do vento. Nívea ia mais a frente e num rumo mais a barlavento. Mas logo percebi que ela enfrentava dificuldades para seguir rumo a Praia das Amendoeiras e seguia para barlavento, numa orça folgada e com o pano pouco caçado. Rumei para a sua posição e ela me falou que estava embarcando muita água e estava seguindo para a margem sul da laguna. A acompanhei e chegamos  na margem sul.








Eu estava preocupado com o estado emocional da Nívea, ela é mais forte do que avalio! Bombeei a água do "cockpit" do Romanok e conversando com ela optamos em seguir um rumo direto a Praia das Amendoeiras, a nossa base. Mas, popa rasa não é a melhor opção para caiaques à vela.

Enquanto esgotava o Veleirok, observava a velejada da Nívea, que conseguiu chegar a margem norte, no promontório que divide as praias do Marine das Amendoeiras. Segui para o ponto e senti na pele o que ela experimentou. O Romanok virou um submarino, mas é impressionante o caiaque à vela não deixa de seguir o rumo, mesmo que todo alagado!

Chegando ao Pomontório do Buriche, esgotei novamente o Romanok e Nívea continuou até o ponto de chegada.

Conclusões:

  • A Nívea ganhou o diploma de velejadora;
  • Eu errei por não estar com o rizo da Vela VK preparado para os 2 barcos;
  • Da flotilha, nós usamos a menor área vélica, apenas 3 m² e nestes momentos isto é valioso;
  • Velejar em águas restritas é sempre um fator de segurança e o ideal para aprendizes;
  • Caiaques à vela são melhores, quando "sit-on-top", ou seja, sem "cockpit" para inundar;
  • Os momentos vividos ficarão na nossa lembrança e serviram para fortalecer ainda mais o nosso relacionamento.

                     


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sexta e Sábado de Cinzas, só velejando!




Noite de quinta-feira de cinzas. Ligo para o Marcelo Maia e o convido para velejarmos no sábado em Maricá. O Marcelo me informa que topa ir na sexta-feira. Acertado na hora! Parece: o que é realizado sem planejamento é mais gostoso, principalmente quando dá certo!

Manhã de sexta-feira, dirijo-me a Itaipu, coloco o Veleirok no teto do carro e caio na estrada. Por celular descubro que estou a frente do Marcelo e resolvo entrar no km 22 da Amaral Peixoto, em São José do Imbassaí, para conhecer o local, que já tinha sido visitado pelo Marcelo. O aguardei num quiosque e quando chegou, resolvemos aportar por ali mesmo. Lindo lugar, e o gramado até a margem da lagoa era um conforto convidativo.


Preparados, fomos para a água, o vento era médio e vindo do quadrante Leste. que velejada maravilhosa! Como é bom explorar novas paragens!

O roteiro da velejada da sexta-feira
Marcelo e os caiaques. Parada no Quiosque do Hotel Jangada. Eu mereci uma cerva gelada!

Ao retornarmos, um lanche de excelente qualidade na Toca das Lobas, recomendo, e cervejas geladas no Bar do Waldemar. Os estabelecimentos ficam lado a lado em frente ao local em que tínhamos escolhido ao acaso. Acaso???

Decidi ficar e passar a noite por ali e velejar no sábado. O Marcelo tinha compromissos e não poderia ficar.

Roteiro da velejada no sábado. Ventos muito fracos e senti falta da companhia do Marcelo

Nascente no sábado, quando eu cheguei para encontrar o Veleirok, que pernoitou na praia
Bem, chega de texto! Temos muitas imagens em vídeos, inclusive álbuns com fotos no Youtube. Apresento apenas alguns aqui. No blog do Marcelo, também tem um extenso material.

Os 2 caiaques utilizam Velas VK!

O caiaque do Marcelo Maia é o modelo biposto da Hidroglass Rio.






sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Dia de atualização tecnológica na Hidroglass Rio

Genilson Hidroglass, Danilo Veleirok e Marcelo Maia após a execução do trabalho


Na terça-feira, 25 de setembro de 2012, na companhia do Marcelo Maia, visitamos o Genilson na Hidroglass Rio, para realizar um "upgrade" tecnológico no Veleirok.

O objetivo era implementar o novo sistema de anexação dos iakos (travessas de sustentação) as amas (flutuadores). Aproveitei e solicitei ao Genilson uma solução para substituir a anexação dos iakos ao casco, a ré do "cockpit", que dava sempre trabalho afrouxando e permitindo entrada de água no estanque de popa. O Genilson solucionou!

É proveitoso visitar o Genilson. Sempre aprendemos muito, temos bons serviços e usufruímos da sua companhia.

Vem novidades por aí, a flotilha deve aumentar!

Vejam o trabalho realizado no dia.



Lagoa de Itaipu no poente. A casa do Veleirok, em imagem obtida pelo Marcelo Maia

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Flotilha velejando em ventos fortes na Lagoa de Maricá

Anemômetro do Marcelo Maia, logo após a chegada da velejada do Veleirok: 16 nós (29,6 km) com rajadas de 18.2  (33,7 km)






Realmente! Caiaques à vela velejam em velocidades de vento, em que muitas outras embarcações não teriam condições de navegar. Eu, não gostei da forma que a Vela VK apresentou após rizar, mas nada como a dificuldade. Após a velejada, refletindo, descobri um sistema de rizo, que aplicarei na Vela VK e é um sistema inédito, só aplicável a velas asa bilaminares, uma verdadeira quebra de paradigmas! Em breve testes e relatos dos resultados.

Neste Encontro a Flotilha de Vela Pop deu um show em ventos fortes. O Genilson, após velejadas maravilhosas em Natal RN, compareceu com o modelo monoposto utilizando as novas velas adotadas, agora em Polytarp.

O Marcelo Maia e a Karla velejaram no Catanoiak. Como está se tornando tradição, uma abordagem ao Bar do Bolão, na localidade de Divinéia, para um bom papo de varanda, pastéis e feijão amigo.
Para chegar a Divinéia, encaramos um contra vento muito forte, o objetivo fica diretamente a barlavento do nosso ponto de encontro na ponte do Boqueirão.

Karla e Marcelo Maia na chegada a Divinéia, após um contra vento muito forte encarado pelo Catanoiak


Recebemos a visita do meu irmão Marcelo Siqueira e Elvira. Ele voa em parapente e retribuiu a visita que anteriormente fiz aos seus voos em São Conrado. Ele produziu imagens dos filmes que apresentamos.
Elvira, Marcelo Siqueira, Marcelo Maia, Karla e Genilson sob a ação dos fortes ventos


O  Mauro Pessanha compareceu apresentando o caiaque que está adaptando a vela e que a Hidroglass Rio fará os complementos de leme, amas, bolina, mastreação... Está bonito o seu caiaque!
Genilson inspecionando com o Mauro Pessanha, para planejar o desenvolvimento do novo caiaque à vela  



O Sérgio compareceu no início do encontro, com sua esposa, mas tinha outro compromisso. Adquirirão um caiaque duplo da Hidroglass Rio. Bem vindos a Flotilha!



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

História do Caiaque à vela Veleiro K

Data de agosto de 2007, o segundo registro em filme do Veleiro K no Youtube. Com saudades revi este vídeo, que documenta o início de aventuras e momentos prazerosos presenteados por um caiaque à vela.

Vale a pena registrar, que o conceito permanece o mesmo, mas houve muita evolução técnica de lá pra cá... e muito foi proporcionado por componentes adotados da Hidroglass Rio.

A vela ainda não era a Vela VK, mas já usava a idéia de vela bilaminar asa flexível!
O único que deteriorou, fui eu, que estou 5 anos mais velho...
Bons Ventos, a todos, que contribuiram de alguma maneira, para estes momentos felizes.


domingo, 24 de junho de 2012

Em itaipu, cambando sem buja e estreando escota a vante no Veleiro K

Estava programada uma velejada em Maricá, mas devido a previsão de poucos ventos o evento foi cancelado, mas, a minha secura por velejar foi maior e velejei na Laguna de Itaipu. O vento apareceu cedo!

Estreei a configuração de escota com o sistema todo a frente do velejador. Usando apenas 3 dos 4 moitões que usava no esquema anterior e configurei inspirado no sistema utilizado pelo caiaque à vela Vivace.

Sistema de redução de escota utiliza 3 moitões
Sistema de escota do Vivace


O Veleirok ficou muito bom com este sistema, que diminui o comprimento do cabo da escota e elimina a possibilidade do cabo enrascar nas amas. Ainda não sei se foi apenas por isto, mas a performance do Veleirok na velejada foi excelente. Fiquei com a impressão de que este sistema curva o mastro e a Vela VK ficou com todo o esplendor!

Eu adoro velejar na Laguna de Itaipu! É uma raia técnica, que exige todo o conhecimento técnico do velejador. É impossível gostar de velejar nesta raia, sem utilizar biruta de direção de vento e birutas na vela. A topografia do entorno da laguna gera fortes rajadas e mudanças na direção do vento (rondadas).

Partindo para mais uma velejada com a Vela VK
O anemômetro registrando rajadas de 10 nós



Este vídeo apresenta sequências de imagens como se você estivesse velejando no "cockpit" do Veleirok



Uma sequência de cambadas, sem erros, e melhor, sem usar buja. Consequência da bolina com shape NACA da Hidroglass Rio? Maravilha.

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